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Abordagens Completas para o Tratamento da Alergia Alimentar

11 de julho de 2026Diego Herrera4 мин

A gestão da alergia alimentar é personalizada conforme os sintomas e sua severidade. Geralmente, o tratamento envolve o uso de fármacos antialérgicos, como prometazina, ranitidina e loratadina, ou corticosteroides, a exemplo da prednisona.

Além disso, para prevenir reações alérgicas ou mitigar a intensidade dos sintomas, é comum que o médico ou nutricionista recomende a eliminação total dos alimentos causadores. É igualmente crucial evitar o contato físico e a inalação de partículas do alimento em questão.

Uma alergia alimentar ocorre quando o sistema imunológico reage de forma adversa a determinados alimentos. Essa reação pode manifestar-se através de diversos sinais, como coceira e vermelhidão na pele, o surgimento de placas avermelhadas e inchadas (urticária), inchaço nos lábios, congestão e secreção nasal, bem como distúrbios gastrointestinais como diarreia ou constipação.

Como o Tratamento é Conduzido

O plano de tratamento para a alergia alimentar é estabelecido por um profissional médico e é ajustado de acordo com as manifestações e a gravidade de cada caso.

1. Medicação

Dependendo da intensidade dos sintomas, os seguintes tipos de medicamentos podem ser prescritos:

  • Antialérgicos: Substâncias como prometazina, ranitidina e loratadina são indicadas para aliviar reações alérgicas leves a moderadas. Eles atuam controlando sintomas como urticária, vermelhidão, prurido e a síndrome de alergia oral.
  • Corticosteroides: Medicamentos como a prednisona (oral) ou a metilprednisolona (intravenosa) são utilizados para reduzir inflamações mais severas e auxiliar na prevenção do retorno das crises alérgicas, sendo também empregados no manejo de alergias mistas ou não mediadas por IgE.
  • Imunobiológicos: O omalizumabe, por exemplo, pode ser administrado em conjunto com a imunoterapia oral. Seu objetivo é acelerar e tornar mais segura a aquisição de tolerância a maiores quantidades do alimento, diminuindo o risco de reações graves durante o tratamento.
  • Broncodilatadores: Fármacos como salbutamol e fenoterol, aplicados por via inalatória, são empregados para tratar sintomas respiratórios associados à alergia alimentar, revertendo chiado no peito, tosse e falta de ar.
  • Inibidores da Bomba de Prótons: Prescritos para o tratamento de distúrbios alérgicos gastrointestinais específicos, como a esofagite eosinofílica.

Em situações de anafilaxia, a adrenalina (epinefrina) deve ser administrada por via intramuscular com a máxima urgência para evitar a progressão da reação para choque ou asfixia.

2. Dieta de Exclusão

A dieta de exclusão é considerada a principal estratégia no tratamento da alergia alimentar, envolvendo a remoção completa do alimento desencadeador da dieta do indivíduo. É fundamental identificar os alimentos que comumente causam alergias alimentares.

Recomenda-se também que a pessoa evite qualquer contato direto ou inalação do alérgeno, e que se tome precauções rigorosas contra a contaminação cruzada durante o cultivo, produção, preparo e manipulação desses alimentos.

Ao remover um alimento essencial da dieta, é imprescindível substituí-lo adequadamente para prevenir deficiências nutricionais ou desnutrição. Dessa forma, o acompanhamento de um nutricionista é crucial para elaborar um plano alimentar equilibrado, sugerir substitutos apropriados e, se necessário, indicar suplementos vitamínicos e minerais.

O nutricionista também desempenha um papel educativo, orientando o paciente e seus familiares a identificar alérgenos, como caseína e lactoglobulina, nos rótulos de produtos industrializados.

3. Imunoterapia

A imunoterapia pode ser recomendada por um médico para indivíduos com alergias persistentes ou aqueles com alto risco de reações graves a pequenas quantidades de um alimento específico.

Nesse tratamento, o médico administra doses mínimas e progressivamente maiores do alimento alergênico, geralmente por via oral ou sublingual, sob controle rigoroso, com o objetivo de induzir o sistema imunológico a desenvolver tolerância.

Este processo requer acompanhamento intensivo de um alergista em ambiente hospitalar, devido ao risco de reações anafiláticas. Adicionalmente, a manutenção do estado de tolerância frequentemente exige o consumo contínuo do alimento.

4. Reintrodução Alimentar Controlada

A reexposição ao alimento que causa alergia pode ser realizada sob supervisão médica, em um ambiente equipado para lidar com episódios agudos e reações graves.

Esse procedimento é conhecido como Teste de Provocação Oral. Se o resultado do teste for negativo, o médico confirma a tolerância e o alimento pode ser reintroduzido na rotina alimentar do paciente.

A tolerância oral é frequentemente um processo gradual. Em muitos casos, o indivíduo começa a tolerar o alimento quando este é submetido a altas temperaturas de cozimento, como em assados e bolos. Isso ocorre porque o calor prolongado pode alterar a estrutura da proteína alergênica, reduzindo seu potencial de causar reações.

Tratamento da Alergia Alimentar em Bebês

O tratamento da alergia alimentar em lactentes prioriza a exclusão do alérgeno de forma que não comprometa o crescimento e o desenvolvimento da criança.

1. Bebês em Aleitamento Materno Exclusivo

Para bebês que são amamentados exclusivamente, a amamentação deve ser sempre incentivada e mantida.

Se o bebê apresentar sintomas de alergia enquanto está em aleitamento materno exclusivo, a mãe deve eliminar completamente o alimento causador da sua própria dieta e continuar amamentando.

Nesse cenário, como a mãe seguirá uma dieta restritiva, é fundamental que ela receba acompanhamento nutricional e suplementação adequada de cálcio e vitamina D durante esse período, para atender às suas necessidades e às do bebê.

2. Bebês que Não Podem Ser Amamentados

Para lactentes que não podem ser amamentados, o pediatra indicará o uso de fórmulas infantis especiais e hipoalergênicas, como as extensamente hidrolisadas ou à base de aminoácidos livres.

Fórmulas à base de soja são indicadas apenas em situações específicas, geralmente para bebês com mais de seis meses de idade.