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Melatonina: Para Que Serve, Funções e Como Tomar

11 de julho de 2026Diego Herrera5 мин

A melatonina, um hormônio sintetizado pela glândula pineal cerebral, desempenha um papel fundamental na regulação do ciclo circadiano, o que auxilia na indução do sono ao anoitecer. Adicionalmente, ela contribui para a saúde geral do organismo e age como um potente antioxidante.

Sua produção é intensificada especialmente no período noturno, com a ausência de luz e a desaceleração do metabolismo. Portanto, para otimizar a síntese de melatonina durante o repouso, é aconselhável minimizar a exposição à luz e a estímulos sensoriais como sons ou aromas, que podem acelerar o metabolismo e consequentemente reduzir a liberação hormonal.

Com o avançar da idade, a produção natural de melatonina tende a decair, explicando a maior incidência de distúrbios do sono em adultos e idosos. Embora o corpo a produza naturalmente, a melatonina também pode ser obtida por meio de suplementos e fármacos, sendo imprescindível a supervisão de um profissional de saúde, como médico ou nutricionista, para seu consumo.

Para Que Serve a Melatonina

Este hormônio, a melatonina, apresenta diversas aplicações e benefícios para a saúde:

1. Otimização da Qualidade do Sono

Pesquisas indicam que a melatonina aprimora a qualidade do sono e é um auxílio eficaz no manejo da insônia. Ela atua tanto no prolongamento do tempo total de sono quanto na redução do período necessário para adormecer, beneficiando tanto crianças quanto adultos.

2. Reforço do Sistema Imunológico

Graças às suas propriedades antioxidantes, a melatonina tem demonstrado capacidade de fortalecer o sistema imune, contribuindo para a prevenção de diversas enfermidades, notadamente infecções virais.

3. Proteção Neural

Reconhecida como um dos mais potentes antioxidantes, a melatonina é crucial na proteção do sistema nervoso, defendendo os neurônios contra processos degenerativos. Por essa razão, pode ser considerada um complemento terapêutico em condições como glaucoma, retinopatia, degeneração macular, enxaqueca, fibromialgia, Alzheimer e isquemia, entre outras.

4. Alívio da Depressão Sazonal

O transtorno afetivo sazonal, uma forma de depressão que se manifesta nos meses de inverno, caracteriza-se por sintomas como tristeza, hipersonia, aumento do apetite e problemas de concentração. É mais prevalente em regiões com invernos prolongados e está ligado à redução de neurotransmissores importantes para o humor e o sono, como a serotonina e a própria melatonina. Nestas situações, a suplementação de melatonina pode auxiliar na restauração do ritmo circadiano e na atenuação dos sintomas da depressão sazonal.

5. Minimização da Acidez Gástrica

A melatonina contribui para a diminuição da secreção ácida no estômago e também do óxido nítrico, que provoca o relaxamento do esfíncter esofágico, o que por sua vez reduz o refluxo gastroesofágico. Desse modo, a melatonina pode ser empregada como um tratamento complementar ou, em casos menos severos, como terapia única para essa condição.

6. Potencial Auxílio no Tratamento Oncológico

Estudos in vitro com células de diversos tipos de câncer, incluindo mama, próstata, endométrio e ovário, sugerem que a melatonina pode potencializar a eficácia dos tratamentos oncológicos ou mitigar os efeitos adversos da quimioterapia e radioterapia. Contudo, são necessárias mais pesquisas em humanos para confirmar plenamente esses benefícios.

As Principais Funções da Melatonina

A melatonina é essencialmente responsável por regular o ciclo circadiano, abrangendo o ritmo de sono-vigília, os ciclos neuroendócrinos e a variação da temperatura corporal, que se repetem a cada 24 horas. Além disso, evidências apontam para seu envolvimento no desenvolvimento fetal inicial, com influência direta na placenta, ajudando a estabelecer os ritmos diurnos e a sincronizar o relógio biológico do feto.

Desregulações no ciclo circadiano estão frequentemente ligadas a distúrbios do sono e a diversos problemas de saúde, visto que este hormônio é vital para a capacidade intelectual, o desenvolvimento adequado, a estabilidade do humor e o comportamento saudável.

Como Usar a Melatonina Corretamente

A melatonina está disponível tanto como suplemento quanto como medicamento, e seu uso deve ser sempre guiado por um profissional de saúde, como um médico, para garantir a regulação adequada do sono e de outras funções corporais.

A dosagem padrão e aprovada para suplementos de melatonina em adultos acima de 19 anos é de 0,21 mg por dia, administrada oralmente (em comprimido ou gotas) de 1 a 2 horas antes de deitar, visando o tratamento de insônia e enxaquecas.

Em formulações medicamentosas, a melatonina pode ser encontrada em cápsulas com doses mais elevadas, como 1 mg, 2 mg, 3 mg, 5 mg ou 10 mg. Recomenda-se iniciar com a menor dose, 1 mg, aproximadamente 30 minutos antes de dormir. Sob acompanhamento médico, a dose pode ser ajustada, chegando a até 10 mg diários; contudo, é importante estar ciente de que doses superiores a 1 mg podem elevar o risco de efeitos adversos.

O período de uso da melatonina geralmente varia de 1 a 4 semanas, mas, conforme a avaliação e necessidade individual, um médico pode estender essa recomendação por até 13 semanas.

Para naturalmente estimular a produção de melatonina no organismo, é benéfico incluir na dieta alimentos que favorecem sua síntese, como arroz integral, bananas, nozes, laranjas e espinafre.

A administração de melatonina durante o dia é geralmente desaconselhada, pois pode perturbar o ciclo circadiano natural, resultando em sonolência excessiva diurna e dificuldades para dormir à noite.

Possíveis Efeitos Colaterais

A melatonina é considerada um suplemento seguro e bem tolerado, especialmente em doses baixas e em curtos períodos de uso, sendo incomum o surgimento de efeitos adversos.

No entanto, em raras ocasiões, podem ocorrer efeitos colaterais como fadiga, sonolência diurna excessiva, cefaleia (dor de cabeça), enxaqueca, dificuldade de concentração, irritabilidade, ansiedade ou exacerbação de quadros depressivos.

A severidade e a probabilidade desses efeitos colaterais estão diretamente ligadas à dose administrada: quanto maior a quantidade de melatonina ingerida, maior o risco de manifestação de tais reações.

Em crianças, o uso de suplementos de melatonina pode, em casos raros, desencadear crises convulsivas, o que reforça a necessidade de que sua administração seja feita estritamente sob orientação e acompanhamento pediátrico.

Contraindicações da Melatonina

A melatonina não é recomendada para gestantes, mulheres em fase de amamentação, crianças, adolescentes, ou indivíduos com hipersensibilidade à melatonina ou a qualquer outro componente de sua formulação.

Adicionalmente, é crucial evitar doses que ultrapassem 1 mg, a menos que haja uma prescrição médica específica, dado o aumento do risco de efeitos colaterais em dosagens mais elevadas.

Considerando que a melatonina pode induzir sonolência diurna, é aconselhável ter cautela ou abster-se de atividades que exijam atenção plena, como dirigir veículos, operar máquinas pesadas ou engajar-se em tarefas potencialmente perigosas, enquanto estiver sob seu efeito.